lunedì 27 settembre 2010
João César Monteiro - Il sito ufficiale
domenica 26 settembre 2010
Il Portogallo sbarca a Milano
sabato 25 settembre 2010
Il viaggio non finisce mai - Un testo di Jose Saramago sul "sentimento del viaggio"
IL TESTO
Il viaggio non finisce mai. Solo i viaggiatori finiscono. E anche loro possono prolungarsi in memoria, in ricordo, in narrazione. Quando il viaggiatore si è seduto sulla sabbia della spiaggia e ha detto: «Non c’è altro da vedere», sapeva che non era vero. La fine di un viaggio è solo l’inizio di un altro. Bisogna vedere quel che non si è visto, vedere di nuovo quel che si era già visto, vedere in primavera quel che si era visto in estate, vedere di giorno quel che si è visto di notte, con il sole dove la prima volta pioveva, vedere le messi verdi, il frutto maturo, la pietra che ha cambiato posto, l’ombra che non c’era. Bisogna ritornare sui passi già dati, per ripeterli, e per tracciarvi a fianco nuovi cammini. Bisogna ricominciare il viaggio. Sempre.
José Saramago, Viaggio in Portogallo, Giulio Einaudi editore, Torino 1999, p. 507.
O TEXTO
A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: «Não há mais que ver», sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
José Saramago, Viagem a Portugal, Caminho - O Campo da Palavra, Lisboa 1995, p. 387.
Sara Paleri, Os Lusíadas di Camões : ut pictura poesis
(dalla Prefazione di Maria Vitalina Leal de Matos)
Luís de Camões
Sara Paleri
giovedì 23 settembre 2010
Azione creativa: sul sentimento del viaggio - Un testo di Fernando Pessoa, poeta e scrittore portoghese
Fernando Pessoa, Il libro dell'inquietudine, Impronte/Feltrinelli, Milano 1996, p. 98.
Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.
«Qualquer estrada, esta mesma estrada de Entepfuhl, te levará até ao fim do mundo.» Mas o fim do mundo, desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta, é o mesmo Entepfuhl de onde se partiu. Na realidade, o fim do mundo, como o princípio, é o nosso conceito do mundo. É em nós que as paisagens têm paisagem. Por isso, se as imagino, as crio; se as crio, são; se são, vejo-as como às outras. Para quê viajar? Em Madrid, em Berlim, na Pérsia, na China, nos Pólos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e género das minhas sensações?
A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, edição Richard Zenith, Assírio & Alvim, Lisboa 2006, p. 360.
lunedì 13 settembre 2010
Associazione Culturale Luís de Camões
L'Associazione sarà presentata ufficialmente nel corso della primavera 2011.
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